domingo, 10 de janeiro de 2010

"ESTAMOS NO ANO DAS ELEIÇÕES... E AGORA?"

 O ano de 2010 promete revolucionar a vida Politica Brasileira. Estaremos realizando as eleições onde aqueles que nos afligiram com seus desmandos como, mensalão, dinheiro na cueca, etc., estarão agora utilizando-se de suas mil faces camaleônicas no sentido de, uma vêz mais, ludibriarem a fé pública, com desesperadoras promessas de um "céu de brigadeiro" para todos nós, tanto na vida social como econômica, com o intuito puro e simples de angariarem os votos que necessitam para leva-los outra vêz ao Poder, onde, lá chegando, nada, absolutamente nada fazem em benefício dos menos favorecidos. Sequer se dão ao trabalho de ocultarem suas falcatruas as quais realizam em plena lúz do dia.

É tempo de nós eleitores tomarmos vergonha na cara e deixarmos de votar em quem nos fazem promessas ou planos inexeqüiveis. Para começar o nosso voto não deve ser utilizado como moeda de troca. Ele deve ser exercido conscientemente e de maneira inegociável. Por que senão não teremos como, uma vêz eleito o candidato de nossa preferência, cobrar-lhe que cumpra de maneira exemplar o mandato que nós lhe confiamos.
Vamos pensar nisso!!!
Um abraço a todos!!!
Enoque A Rodrigues

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

...ASSIM ERA O NOSSO BREJO - PARTE 10 - O Padre Augusto... 5

-“É pena... Estou aflito para retribuir tudo que meu padrinho tem feito por mim. Viajarei em seu lugar, percorrerei aquelas estradas que tanto me cativam. Ao invés dele se magoar no lombo do cavalo, assumirei a direção das Capelas do interior, onde me será facultado ainda consolar os aflitos. Mas não se pode ser Padre antes dos 21 anos... E eu terminarei o curso antes desta idade...”

A ampulheta do tempo continuava girando para o outro lado. Vieram as ordens maiores: a 20 de Junho de 1878, as ordens de Subdiácono; a 21 de Dezembro do mesmo ano, as de Diácono. Faltavam-lhe apenas poucos meses de estudos!...

Augusto Prudêncio era, então, um rapaz alto e musculoso, lábios grossos, olhos muito azuis. Usava óculos pequenos com aros de ouro. Seus mestres tinham-no como o melhor aluno e já o desejavam como colega de magistério. Disseram-lhe, certa vez os Padres Corrêa Rabelo e Geraldo Teissandier:

-“Prudêncio, com essa cultura sólida que adquiriu você está apto a lecionar em qualquer estabelecimento. Deve ficar em Diamantina, porque será aproveitado como professor”.

Voltando os olhos para ás altura do Cosmo, o jovem presbítero procurava por certo as pegadas do Divino Mestre:

-“Prefiro a região do alto norte de Minas. Ali encontrarei campo mais propício para exercer o meu ministério. Desejo me dedicar à infância abandonada e penso ser um Padre da roça...”

Aprovado, foi designado professor de latim dos cursos menores do Seminário, à espera de atingir a idade exigida para se ordenar. Enquanto isso ia pensando com impaciência no dia feliz que retornaria para rever as belezas da velha Matriz toda enfeitada de flores no dia de sua “Missa Nova...” Saudoso por reencontrar tudo aquilo que era parte integrante de seu próprio “eu”, seu coração volvia, no entanto, para os recantos amigos do Seminário que o acolhera. Ali recebera, com carinho e verdadeira dedicação, os santos ensinamentos da doutrina de Jesus Cristo, seu amado Mestre; ali lapidara as arestas do seu caráter, recebendo daqueles “titãs”, na feliz expressão de Edmundo Lins, conhecimentos que talvez lhe não propiciassem as maiores Faculdades do mundo!

O seminarista precisava naquela época de um dote para se ordenar, tal qual a noiva antiga no dia de suas núpcias!... E ele era pobre, muito pobre! Seu pai já não mais existia! Seu Padrinho, o Cônego Chaves, falecera também! Entraria no mundo como o próprio Jesus Cristo, isto é, pobre como nascera!...

Mas o próprio Jesus, que lhe dera a vocação de se abster das coisas do mundo, viria em socorro seu, dando-lhe um pedacinho de terra: um primo seu, José Rodrigues Prates, lá de longe, sentindo aquela dificuldade, deu-lhe de presente uma gleba de terra.

Durante a cerimônia da ordenação que se deu no dia 3 de agosto de 1879, ao som de belas e comoventes músicas sacras, o jovem Sacerdote volveu de novo o olhar para a imagem do Cristo Crucificado. Parecia-lhe que o mesmo fulgor de estrelas aureolavam a fronte do Nazareno e que uma voz lhe dizia lá do alto do Altar: “Este é um dia sublime em tua vida, quando volves para receber o madeiro da cruz por tua própria solicitação. Ser um bom Padre é carregar o símbolo dos delitos, emblema das provas por que tem de passar todas as criaturas. Vencido na Terra por aqueles que se comprazem com o mal, serás coroado nas amplidões siderais. Por mais pesada que seja a tua missão, nunca te faltará o auxilio do alto. Não te esqueças jamais que os mansos e humildes de coração, espezinhados e oprimidos, que levam o manto sujo ao invés do aveludado da púrpura, é que serão amanhã exaltados. Tua viagem desta vez será longa e penosa. Levanta-te!”

Como se houvera acordado de um sonho maravilhoso, tudo se transformou de novo para o jovem ordenando. Reapareceram-lhe a figura majestosa de D. João, dos acólitos e dos venerandos padres do Seminário. A voz Divina cedera lugar aos acordes da musica sacra que se ouvia do alto, a imagem do Cristo Crucificado continuava impassível, rígida e serena, presidindo o ato solene de cima do altar...

Enquanto isso, Brejo das Almas, hoje Francisco Sá, ”beldade do norte de minas”, para onde o agora Padre Augusto Prudêncio da Silva se transferiria, futuramente, para ali exercer o mais puro Sacerdócio, crescia e prosperava, rodeada de seus engenhos de cana de açúcar com suas moendas de madeira e suas vastas e já naquele tempo infinitas plantações de alho, cultura esta que a consagraria, muito tempo depois como a “capital desta hortaliça”, orgulho de nós “brejeiros. Semana que vem tem mais. Um grande abraço, meus conterrâneos.
Enoque A Rodrigues, de São Paulo, SP.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

ROUBO EM TORRE DE INTERNET NO BREJO

A madrugada desta segunda-feira (21) foi movimentada no município de Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais. De acordo com a Polícia Militar, por volta das 04h30, três homens foram vistos furtando aparelhos eletrônicos instalados na torre que fornece sinal de Internet na cidade.

Após denúncias de motoristas que passaram às margens da BR-251, a polícia foi até o local e fez contato com os funcionários da empresa proprietária da torre. Eles verificaram os objetos furtados, mas afirmaram que ninguém mais estava no local.

Segundo a PM, durante rastreamento na região foi localizado um dos suspeitos. O homem, que estava em um carro branco, sem placa, portava um revólver calibre 32 e tinha 11 cartuchos intactos. O material estava guardado em uma bolsa de notebook. O homem foi preso e encaminhado à Polícia Civil. (Fonte: O Tempo.

ENOQUERODRIGUES disse...

Quanta saudade sinto do meu "brejo antigo" onde podíamos dormir com portas e janelas abertas, sem quaisquer preocupações senão, de quando em vez, com a picada de um afoito e inocente inseto.

É muito triste constatarmos que "nosso brejo", apesar de ainda preservar linda e bucólica paisagem própria de cidades do interior mineiro, traga em seu bojo, a sanha de alguns que insistem em quebrar-lhe a paz e tranqüilidade. É lamentável! Enoque A Rodrigues

ZONA LESTE DEBAIXO DÁGUA

Até quando as autoridades que administram esta nossa cidade tomarão uma providência no sentido de se solucionar de uma vez por todas os problemas das enchentes em São Paulo?

Não é possivel que a cada chuva, por mais amena que seja, deixe nossos cidadãos aqui residentes e onde deixam grande parte de seus recursos em impostos, apreensivos e atônitos, sempre a espera de que o pior venha acontecer. Este pior, quando não lhes ceifam a própria vida, acaba levando seus pobres pertences adquiridos, na maioria das vezes em suaves prestações a perder-se de vista.

Estamos em pleno inicio das estações das águas. Urge que estes senhores, que só visitam a periferia na época de eleições, tomem iniciativas sólidas e coerentes com os anseios e necessidades de nosso povo.

Mas não seria esperar muitos dessa leva de politicos inescruposos desprovidos de sentimentos sociais e Cristão que só vê no eleitor um numero a mais para se elegerem? É isso ai, meu povo. É tempo de todos nós darmos o troco para esta "fauna". É muito simples: não votem em ninguém. Depois de tantas eleições está mais que provado que a tão sonhada e propalada Democracia só beneficiou os politicos que enriquecem a cada dia as nossas custas.

Enoque A Rodrigues 

domingo, 3 de janeiro de 2010

"QUEM É ESTE SENHOR ???"

Lembro-me de que nos áureos tempos do secular Jornal “Diário Popular”, hoje o ruim de ler e descaracterizado “Jornal de São Paulo”, havia uma coluna denominada “Mural da Cidade”, onde eram publicados episódios insólitos sobre a vida da Cidade. Certamente se ainda hoje existisse o “Mural”, tenho certeza que ele já teria feito uma matéria sobre um cidadão, vestido com terno impecável, gravata borboleta, luvas brancas nas mãos, uma faixa presidencial sobre o peito, com a Bandeira Nacional em uma das mãos, enquanto a outra ele utiliza para apontar para o viaduto inacabado, cujo viaduto mais se parece com um “elefante branco”, às margens da Rodovia Presidente Dutra, ou precisamente no quilometro 219,2 no município de Guarulhos. Todos os dias faça chuva ou faça sol, frio ou calor, inclusive aos sábados, lá está este senhor. Cor branca, altura mediana, olhar firme e compenetrado o qual só desvia quando algum motorista que passa pela Dutra lhe acena ou envia algum cumprimento ou gracejo que ele corresponde com cordial sorriso. Todos os dias passo pela Dutra a trabalho e confesso que tenho muita curiosidade de um dia ouvir este cidadão, apenas para saber qual é o propósito de seu gesto. Não, não parece tratar-se de alguém com algum distúrbio mental. Mas de alguém que talvez, quem sabe, movido por algum incontrolável sentimento de cidadania utiliza desta postura para chamar a atenção das autoridades. Quem sabe, já não seria tempo de algum jornal fazer uma matéria com ele. Creio que seria muitíssimo importante. Um abraço. Enoque A Rodrigues, São Paulo, SP.

sábado, 2 de janeiro de 2010

...ASSIM ERA O NOSSO BREJO - PARTE 9 - O Padre Augusto... 4

Em 1865, o primeiro bispo de Diamantina, Dom João Antonio dos Santos, com o beneplácito do Governo Imperial, resolvera fundar na cidade o Seminário Diocesano, para o qual obteve a necessária licença para escolher o professorado.
O bispo Dom João foi em vida o homem mais amado que houve em Diamantina, e é por isso que o seu nome, que por si só evoca as recordações mais ternas de um anjo que passa, deixando após si rastro luminoso, é por isso que seu nome vive na memórias de todos até os dias de hoje, da qual passará à imortalidade.
Este ilustre prelado era filho do Capitão Antonio José dos Santos e de dona Maria Jesuína dos Santos. Viu pela primeira vez a luz do dia no ano de 1818 numa fazenda dos seus antepassados, posteriormente adquirida pelo Monsenhor João Floriano dos Santos Correa e Sá, de quem se contavam as mais célebres anedotas as quais eram sempre confirmadas pelo seu escravo e sacristão Tiburcio.
O jovem Augusto Prudêncio, tornando-se mais tarde o Sacerdote humilde e simples que vivia para os menos afortunados, deve ter tomado por apanágio a figura desse grande vulto da Igreja de Roma, da sabedoria e da modéstia que formavam o caráter de dom João Antonio dos Santos.
Conta-se que não possuindo o Bispo o numerário suficiente para a construção do prédio do Seminário, um ano após a sua fundação, dava inicio a uma construção na parte alta da cidade, empregando nela o dinheiro destinado ao Palácio Episcopal.
Assim procedendo, daria ele mais um exemplo de abnegação e modéstia, deixando por ultimo um cometimento que mais serviria para o conforto pessoal dos Bispos, do que da própria coletividade.
Entrementes, na Casa do Contrato, internavam-se alguns alunos novos juntamente com outros remanescentes do extinto Ateneu, local que deixara de funcionar em virtude da própria criação do Seminário.
A Casa do Contrato pertencia ao Governo Imperial e na época dos grandes mineradores, fora residência dos contratantes, dentre eles o célebre Felisberto Caldeira Brant.
Mais ou menos quando os seminaristas aguardavam transferência para o prédio novo, após uma viagem estafante de Montes Claros a Diamantina, o jovem Augusto Prudêncio foi internado no Seminário.
Nos primeiros dias, com a ausência do padrinho e protetor, sentia-se ele acabrunhado e meditabundo.
Chorava quando se recolhia, lembrando os entes queridos deixados para trás, sonhando com aquelas viagens pelo sertão em companhia do vigário. Entretanto, como fosse um menino aplicado e perseverante, conformado com os triunfos e reveses da vida, tornou-se logo querido dos mestres.
Assim foi que dentro de pouco tempo, marchava a passos largos nos estudos, demonstrando precocemente a sua capacidade de tudo assimilar em poucos instantes. Tinha como colega um mocinho mais ou menos de sua idade, de nome Edmundo Lins, que bem mais tarde se tornaria Ministro do Supremo Tribunal Federal.
Passados que foram os primeiros anos, os missionários do Caraça foram pregar missões em Diamantina. Nessa época o jovem seminarista Augusto já ia longe e estava por poucos anos para atingir o seu desiderato. Cercando o púlpito donde falavam os missionários, viam-no ali com os colegas Álvaro da Mata Machado, Antonio de Souza Neves e Neto Amarante. Eles seguiam de perto, com os olhos expelindo chispas de entusiasmo, os menores gestos dos missionários. Uma emoção indefinida fazia vibrar aqueles corações, despertando neles sentimentos ignorados! Sentiam as almas abaladas por uma emoção estranha e como que pairando acima de tudo! Tornaram-se assim impregnados de uma fé absoluta, capaz das maiores abnegações!
Entusiasmado com o desenvolvimento que o pregador dava às páginas magníficas dos Evangelhos, o jovem Augusto tornava-se ao mesmo tempo acabrunhado, pensando e soluçando intimamente.
Enquanto isso, a pequena comunidade de São Gonçalo de Brejo das Almas, hoje Francisco Sá, ”beldade do norte de minas”, para cujo rincão ele futuramente se transferiria para exercer o mais puro Sacerdócio por mais de quarenta anos, florescia às margens do Gorutuba, entre seus morros do mocó e catuni e mais adiante o da “maceira”. Semana que vem tem mais. Um grande abraço, meus conterrâneos. Enoque A Rodrigues

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

"ANO NOVO... CARAS VELHAS!!!"

Olá amigos!
Bom dia para todos!
Aqui estamos diante de um novo ano que muito prometec. No ampo da Política o maior destaque é para as eleições presidenciais.
De um lado temos o Lula tentando transferir para uma tal de "Dilma", que muito poucos sabem de onde veio, de sua "dúbia" popularidade adquirida com o famigerado "bolsa família", onde o não menos famigerado estado, sempre omisso e ausente, divulga aos quatros cantos do Planeta, como se grande favor estivesse fazendo aos menos favorecidos pela sorte, ações comunitárias contra a fome como se isso não fosse obrigação de todo e qualquer Governo.
Aliás, é oportuno lembrarmos neste primeiro dia de Janeiro que o populismo sempre foi uma marca do governo Luiz Inácio. Assim como a omissão diante das mazelas levadas a efeito por seus protegidos, como no caso dos vários mensalões e mais recentemente com aquela "múmia viva" com alcunha de "Sarney" que se esconde atrás do "José Ribamar Ferreira Costa".
O paternalismo do estado se inicia exatamente quando este deixa de tomar iniciativas e praticar as ações para as quais seu titular foi eleito. É muito triste ver a montanha de dinheiro de nossos impostos ser gasta de maneira tão vulgar e irresponsável.
É certo que Luiz Inácio não medirá esforços para emplacar sua ilustre e desconhecida candidata às eleições de 2010. Terá certamente muitos votos a partir da migalha que ele distribui aos nossos irmãos pobres que talvez não tenham o discernimento suficiente para separar o "joio do trigo". Resta-nos pedir ao Criador de todas as coisas dotar-lhes de esclarecimentos suficientes que os permitam fazer estas escolhas na hora do sufrágio. E que Deus nos proteja!!!
Enoque A Rodrigues